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Se o "meu cupido é gari", sorte minha, ele contribui, retira meu lixo.


"O meu cupido é gari, só me traz lixo, lixo, lixo, você é prova disso"

Somos especialistas em terceirizar nossas motivações e decisões, no caso da letra acima, o pobre do cupido é que leva a conta. Agora convenhamos, se o seu cúpido é gari, ele deveria retirar o seu lixo e não o contrário. Será uma questão de perspectiva e permissão? Sou vítima ou coparticipante?

A quem devemos atribuir a culpa por nos conectarmos com pessoas desleais, volúveis, hábeis em mentir, manipuladoras, agressivas ou que simplesmente não correspondem ao nosso afeto e não estão em sintonia com aquilo que consideramos uma relação saudável?

O que mantém você em um relacionamento patológico? Ficar numa relação até o ponto máximo do esgotamento emocional, ou simplesmente fugir quando perceber um envolvimento maior.

Somos controlados por nossas crenças, que podem atuar de forma disfuncional e quando não aprendemos a questioná-las e atribuir-lhes novos significados, tornam-se verdades absolutas, como profecias auto-realizáveis.

As diferenças dentro de um relacionamento devem contribuir para ampliarmos nossa visão de mundo, acrescentar-nos algo e não nos diminuir. Quando abrimos mãos de valores que nos são importantes, nos despersonificamos, morremos por dentro. Por exemplo, submeter-se a traição, quando a fidelidade lhe é importante, perdoar uma, duas, três vezes, usar excesso de empatia para um comportamento que o faz infeliz, inseguro e diminui sua autoestima.

É verdade que mesmo sendo cuidadosos podemos acabar por nos relacionar com pessoas manipuladoras, perspicazes, capazes de conhecer nossas fragilidades e tirar proveito disso. Por isso devemos aprender a reagir e não sujeitarmos ao outro o que temos de mais precioso: nossa vida e felicidade.

Não supervalorize um aspecto da relação, por exemplo a química sexual, a não ser que esse seja seu principal valor e na maior parte do tempo for isso que você precisa (ainda assim, vale a pena?). Agora, se não for, desintoxique-se, saia dessa armadilha, tenha dignidade e respeito por você, avalie como se sente na outra parte do tempo, em que não tem intimidade, quanto lhe custa essa convivência?

Assuma a responsabilidade pelas suas relações, a maneira como nos comportamos elicia no outro uma resposta. Só vivemos aquilo que permitimos. Caso esteja se sentindo agredido, pule fora o quanto antes.

Ofereça aquilo que deseja receber e não aceite nada menos do que você merece.

Amanda Amarante.

CRP-PR 08/11100


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