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Depressão: Transtorno mental mais presente no mundo.

Além de produzir toda sensação de tristeza crônica, afeta o sistema imunológico deixando seu organismo vulnerável a doenças oportunistas e também é fator de risco para as doenças cardiovasculares.

Quanto antes houver um diagnóstico, maiores serão as possibilidades de tratamento que deve considerar a combinação de psicoterapia e farmacoterapia.

Dependendo do caso, o tratamento com a psicoterapia deve ser iniciado nos dois primeiros meses com duas ou três sessões semanais.

Passado a fase aguda, é possível espaçar as sessões para duas ou uma vez semanal, dependendo da situação do paciente, onde a continuidade do tratamento deve considerar a prevenção da recaída e generalização de habilidades em diferentes respostas, ambientes, estímulos e momentos. Todo esse processo é construído e estimulado na relação terapêutica.

É importante que o tratamento seja concluído e que o paciente não abandone a psicoterapia e medicação antes do recomendado (⅓ dos pacientes abandonam o tratamento quando sentem melhora) para evitar a recorrência da doença. Pesquisas apontam: "A recorrência ainda é um grande problema, onde 50% dos que têm um episódio depressivo, terão outro dentro de 10 anos. Os que tiveram dois, têm uma chance de 90% de ter um terceiro, ao passo que indivíduos com três ou mais episódios durante a vida têm taxas de recaída de 40% dentro de 15 semanas da recuperação de um episódio." (kupfer, Frank e Wamhoff, 1996, p.293).

O terapeuta intervém nos níveis cognitivo, afetivo e comportamental.

Alterando cognições depressivas é possível mudar o humor, comportamento e a bioquímica da depressão. A cognição negativa é um processo central na depressão, onde pacientes deprimidos têm uma visão negativa de si mesmos, de seu ambiente e do seu futuro.

Sentimentos relacionados a depressão:

  • A pessoa considera-se, inadequada, não amável e inútil;

  • Percebe o ambiente como sufocante, com obstáculos insuperáveis;

  • Sente-se fracassada e derrotada, procura isolar-se, perde o interesse pela vida;

  • Sua visão de futuro é sem esperança;

  • Seus esforços não são suficientes para mudar o rumo insatisfatório de sua vida;

  • Constante perspectiva negativa, por vezes com pensamentos suicidas.

O tratamento da depressão deve ser compreendido em sua dimensão biológica e psicológica. A psicoterapia produz respostas positivas e acentuada evolução no quadro do paciente.

Para que esses resultados aconteçam é importante a relação de colaboração entre paciente e terapeuta. Trata-se de um trabalho em conjunto, construído em ambiente seguro e de confiança onde são estabelecidos objetivos terapêuticos e mudanças no estilo de vida do paciente.

Para depressão há tratamento, é possível superá-la desde que seja levado a sério e com a atenção e investimento que lhe é devido.

Amanda Amarante.

Psicóloga CRP-08/11100


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